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Usuario(a): neide.matos@unioeste.br - em 8 de Novembro de 2024
Representação: Colegiado de Pedagogia (Csc) - ClgPdg/Csc
Recentemente, observa-se em documentos de instituições universitárias, notadamente na UNIOESTE, o termo “inovação” de modo a complementar este tripé. É o que se observa no texto de 60 páginas certamente de contribuições ao PDI, a exemplo do “Objetivo específico 6.8 - Promover maior integração entre as atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação”.
O termo inovação aparece no texto 33 vezes, algumas vezes completado pelo termo “empreendedorismo”, conforme se lê no “Objetivo estratégico 7 - Implementar a Política Institucional de Inovação e Empreendedorismo da Universidade Estadual do Oeste do Paraná”. algumas vezes, a palavra “inovação” se interpõe como se fosse um quarto pilar da universidade, outras vezes como uma característica que deveria ser exigida da pesquisa universitária. Nesse sentido, cabe dizer que embora algumas pesquisas resultem de forma mais direta na produção de tecnologia enquanto outras não, tal fato não apaga o caráter inovador do conjunto das pesquisas.
Exigir que todas as pesquisas devam resultar diretamente em inovação tecnológica ou privilegiar com maior destinação de verbas este tipo de pesquisa em detrimento das demais (pesquisas históricas, sociais, filosóficas, literárias etc.), tende aproximar a universitária do mundo (e do interesse) empresarial, mas certamente a afastará do mundo da cultura (ou seja, da formação humana num sentido pleno). As empresas que financiam atividades ou pesquisas no âmbito das ciências humanas geralmente o fazem esporadicamente e geralmente para valorizar a própria imagem. Por isso que estas pesquisas dependem essencialmente do Estado.
Conforme dissemos, a palavra inovação aparece 33 vezes no texto atual. Nos textos anteriores o mesmo ocorre bem menos vezes: quatro vezes no Plano 2019-2023, seis vezes no de 2013-2018 e nenhuma vez no de 2007-2012. O mesmo se pode dizer do termo “empreendedorismo”, um termo carregado de significados que não deveria ser adotado sem maiores discussões.
A proposição de empreendedorismo tem sido frequente nas mídias e nos discursos políticos dos defensores da máxima flexibilização da legislação trabalhista. É apresentada como saída para um mundo sem garantia de emprego formal, um remédio contra a insegurança social gerada pelas reformas estruturais do capitalismo. Mesmo que se argumente que a proposição de empreendedorismo no PDI não tenha tal finalidade, tal proposição não deveria constar deste documento antes de um amplo de debate na instituição.